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Assédio moral é crime, o outro merece respeito ainda que ela seja diferente

04 de Novembro, 2014 - Brasilia-DF

O assédio moral é inaceitável, práticas gerenciais e culturais que desvalorizam as pessoas que as reduzem e as cerceam, de forma imperdoável. O adoecimento   no ambiente de trabalho deve-se,em altos percentuais, às afrontas do assédio moral que transforma o local de trabalho em espaço de confinamento existencial onde as pessoas são colocaas dentro dos esquemas de propdução e sugadas em todas as capacidades produtivas. 

 necessidade incessante e incontornável do capital em repoduzir-se faz da produtividade a Meca a ser alcançada, produtividade em escala, lucros da produtividade, aumento da produtividade com o comprimento das metas, e tudo tem que ser dado dentro das metas. Meta cambial, meta fiscal, meta ambiental inundam o planejamento público e a sua execução, alcançar metas; vive-se e morre-se para alcançar as metas, aumentar a produtividade, gerar mais lucros com menos custos, repassar algum percentual aos empregados a título de PP- Participação na Produtividade, quando são metas exigidas nas empresas privadas. 

Os cargos gerenciais vivem em condições laborais no limite, dada a carga de pressão que é transferida aos subordinados. Ao final todos adoecem, usando doença como sintoma geral de um mal estar, coletivo ou invididual. Ambiente de assédios contínuos, como em outros locais de trabalho. É preciso muita disposição para enfrentar as práticas de assédio moral, mas o primeiro passo deve ser a conscientização.

O respeito ao outro. O direito do outro ser diferente. O assédio moral deixa visível a alma fascista de quem o prática, copm os índices civilizatórios que a humanidade já alcançou torna-se inadmissível o comportamento ofensivo mediante assédio moral, especialmente no ambiente de trabalho e praticado por colegas de cargos mais elevados.

Esse tipo de assédio deve ser denunciado e combatido

 

A Agência Social se solidariza e soma-se aos esforços de todas as instâncias e instituições, de juristas e parlamentares, ao movimemto sindical dos trabalhadores e trabalhadoras, aos movimentos sociais e a todas as forças que buscam a construção coletiva de uma sociedade mais humana, menos hóstil, mais justa e mais solidária. 

O assédio moral não apenas agride, ele fragiliza, desorienta ou atormenta seres humanos no processo geral da acumulação capitalista. No ambiente de trabalho o assédio moral tem um fim: produtividade, lucro, mais valia subtraída com a moral do chicote; todos podem, todos são capazes, todos são eficientes para baterem as suas metas e provar que é capaz de cumprir novas metas e superá-las. Quem não se ajusta à norma produtiva fica no limpo, visto com desconfiança como incapaz, já que todos os demais o são. 

O assédio moral intrínsico ao modo de produção capitalista, a exigência crescente por mais trabalho e menos salários é a expressão mais cruel do assédio moral patronal aplicado em larga escala. Os métodos de gestão Qualidade Total, Reengenharia, Just in Time, Reestruturação Produtiva ainda seguindo nos trilhos tayloristas e fordistas nos tempos da revolução da microeletrônica que altera o ritmo e o padrão do processo de trabalho, Aumenta a velocidade das  máquinas que aumentam o tempo futuro do trabalhador. Tempo futuro é o tempo extra, além  do tempo normal necessário para produzir uma certa quantidade de trabalho. Ele pode ser relativo o absoluto, O tempo futuro absoluto é o que o trabalhador produz mais trabalho do que produziria normalmente no seu ritmo próprio e humano, esse valor pode duplicar, quando maior, mais elevada será a produtividade.

Daí decorrem as formas de gestão planificadas para consolidar as metas e aumentar os ganhos de produtividade, necessários à reprodução capitalista no seu movimento sociometabólico. No bojo dessas governanças para aumentar o lucro privado e a operação administrativa do estado perpassam diversas maneiras de assédio moral, até mesmo como ferramenta de gestão, para cutucar, acordar, chamar a atenção para o desvio da norma.

O assédio moral é um mal; agride, humilha e ofende.   

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