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Amazônia

05 de Julho, 2015

Vitória Régia, uma planta símbolo da Amazônia

A lenda da victoria amazonica, a vitória regia.

Houve um tempo em que a Jaci era a lua, uma deusa que despontava à noite para beijar os rostos das mais belas cunhantãs-moças virgens da aldeia, beijava-as e as enchia de luz. Ao se por, para além das serras, levava consigo uma das cunhantãs-moça e a fazia luzir como estrela no firmamento. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.

A linda guerreira Naiá tinha essa busca. Jovem virgem da tribo sonhava com o céus para onde seria transporta por Jaci. Os anciãos alertavam:
- Olhe, Naiá, quando uma cunhantã contempla a deusa, ela vira estrela, perde o sangue e e a carne, vira luz no céu. 

Naiá queria, era a sua busca. E conseguiu, Subia às serras, abria os braços para Jaci, esperava, voltava, definhava, insistia, não comia, não bebia. Pajés se afastaram diante de tanto querer. 

Uma noite, andando pelos matos contemplo o rosto da deusa a lhe sorria refletida nas águas de um lago, onde parou. Nítida na água o chamamento. Serena e feliz jogou-se no lago, abraçada ao imenso rosto sorridente de Jaci. Compadecida por tamanha entrega, a lua recompensou o sacrifício da jovem índia, transformando-a em uma estrela diferente, não brilhava no céu, era, agora, a "Estrela das Águas", uma linda planta cujas flores brancas e perfumadas só abrem à noite, mas se torna rosadas ao nascer do sol. 

Os brancos a denominam de victoria regia ou vitória-régia. 

Sebastião Soares - Lenda recontada

Fotos em 28/06/2015 

Sebastião Soares

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